| Alguém
disse em algum lugar, não sei quando: “Existem três
opiniões: 1) a minha; 2) a sua e 3) a correta”. A principio
não concordei, porém com o passar do tempo fui obrigado
a mudar minha opinião.
Um
meu amigo teceu comentários, de forma inteligente sobre os
artigos anteriores, ficando claro que podemos ter diversas opiniões
sobre um mesmo assunto e até olhado e analisado de um mesmo
ângulo.
“Pedágio: o amigo é favorável à
cobrança com ressalva no preço cobrado. No início
houve uma grita enorme sobre isso. Agora nem tanto. Eu não
discuto se é caro ou não. Prefiro pensar que é
justo. A remuneração à concessionária
é correta? Não sei, não tenho como confrontar”.
“Se perguntarmos a um acidentado na Rodovia dos Bandeirantes,
socorrido pelo pessoal de resgate da Autoban se ele acha caro, o
que ele dirá? Trafego por estradas sob 3 concessões
diferentes. Todas em ótimo estado de conservação,
sinalização, prestação de serviços.
Excelentes. Ao longo das cidades importantes servidas pela Rodovia
Anhanguera, foram construídas vias marginais em ambos os
lados, bem como outras obras de engenharia. Aqui em Jundiaí,
resolveram o problema dos congestionamentos no trevo de Itu”.
“O governo federal entregou algumas estradas com preços
irrisórios no pedágio, como que a criticar as concessões
paulistas. Em alguns anos veremos se elas estarão no nível
das nossas”.
“Copa do mundo: dizem que o Maracanã será reformado
(+1vez) a um custo que daria para construir uma nova arena. Eis
o problema da realização de um evento desse porte:
o enriquecimento ilícito de alguns. Concordo que o evento
trará obras importantes de infra-estrutura ao povo. Mas porque
Brasília construirá um estádio para mais de
60.000 pessoas? Quantos morrem em seus hospitais por falta de equipamentos?
Triste o governo que necessita de muleta para realizar grandes investimentos.
Demagogia”.
“Carnaval: raciocine comigo: quantas pessoas brincam o carnaval
em todo o país? Qual o número de geração
de empregos?
Vamos ao outro lado da moeda: quanto perde o país ao parar
no feriado de carnaval? O país inteiro! Por conta da geração
de emprego de alguns milhares, milhões deixam de produzir.
Elementar meu caro Watson”!
“Cultivamos a nefasta cultura de começar o ano novo
após o carnaval. Sob o ponto de vista de cultura popular,
deixou de ser uma festa. Clubes, matinês, cordões na
rua... Os canais de TV compraram o direito do povo em se divertir
e todos dançam de acordo com o interesse comercial das mesmas”.
Não se trata de desopilar o fígado. É somente
uma opinião. Aprendi, como você também aprendeu,
que opiniões concordantes da maioria nem sempre significam
decisões acertadas. Temos um exemplo perfeito no comando
do nosso executivo. Como diria Nelson Rodrigues, "a unanimidade
é burra".
paropo@guiavenceslau.com.br
ou paropo1@terra.com.br
08/fev/2009
PaRoPo |