| Será
que os funcionários que ganham seu pão de cada dia
trabalhando na indústria bélica,
conseguem dormir quando ouvem noticiários sobre os estragos
produzidos pelos artefatos que produzem?
Se
você estivesse desempregado, sendo despejado com sua família
e vendo seus filhos passando fome, você não aceitaria
o convite para trabalhar numa indústria bélica?
Será
que os dirigentes da FIFA e da CBF conseguem dormir à noite
depois de passarem o dia falando em cifras bilionárias para
reforma de estádios de futebol para a realização
da Copa de 2014 no Brasil, quando estamos em plena crise na economia
mundial?
Considerando
o número de desempregados sem qualificação
técnica, a construção e reforma de estádios
não darão empregos para toda esta gente? E o consumo
de todos os materiais necessários, não aumentará
a demanda e consequentemente a produção das fábricas
gerando mais empregos?
Em
ambos os casos, tudo depende do lado que você está
olhando a moeda.
A mesma
coisa acontece com a festa popular, o CARNAVAL. É uma festa
pagã digna de paises subdesenvolvidos na qual o consumo de
drogas, bebidas e o sexo explicito atingem proporções
descomunais. Temos a agravante de o Governo gastar milhões
do dinheiro público para distribuição de preservativos
e até de seringas para os drogados, além de bancar
os gastos das Escolas de Samba.
Este
é um lado da moeda. Do outro lado temos cidades como o Rio
de Janeiro e Salvador, por exemplo, onde grande parte da população
ganha o seu pão de cada dia na indústria carnavalesca.
São costureiras, bordadeiras, passadeiras, carpinteiros,
etc., além de toda indústria do turismo que envolve
hotéis, restaurantes, camelos, e a própria mídia
impressa, falada e telesiva.
A priori
podemos afirmar que nossos governantes estão malucos gastando
uma verba tão grande nos itens acima citados. Afinal, o que
nós contribuintes temos a ver com a farra dos foliões?
Realmente nada a ver, entretanto todo este contingente utiliza a
saúde pública para tratamento e podemos afirmar sem
medo de errar que é muito, mas muito mesmo, mais barato prevenir
do que remediar.
Já
escrevi anteriormente sobre os ESFs (Estratégia da Saúde
das Famílias) programa este implementado para atendimento
preventivo das famílias carentes em todo país. Acredito
que seja inviável o cálculo da economia para os cofres
públicos que este programa proporciona, e nem sei se o próprio
Ministério da Saúde tenha este cálculo, mas
podem acreditar que a cifra economizada é bem maior do que
a gasta.
Pelo
exposto tenho obrigatoriamente que acreditar cada vez mais na perfeição
divina e que para exprimirmos nossa opinião temos sempre
que olhar os dois lados de uma mesma moeda, pois com certeza a noite
todos os gatos são pardos.
Para
entender o artigo desta semana, é preciso
ler o artigo de meu amigo de
Academia, Paulo Francis. Clique
aqui e leia
paropo@guiavenceslau.com.br
ou paropo1@terra.com.br
08/fev/2009
PaRoPo |