| Não
sou jornalista profissional, não pleiteio cargo político
nem público, apenas escrevo pelo prazer de fazê-lo,
enfocando aspectos dos acontecimentos que não são
vistos pela maioria.
É
lógico e óbvio que são artigos polêmicos.
Como vivemos num país democrático, respeito a posição
dos jornais locais que se recusam a publicar tudo aquilo que critica
as autoridades e o meio político da cidade. Isto acontece
com os grandes da mídia brasileira, já que todos vivem
do patrocínio do governo.
Todos que assistiram
ao programa Fantástico deste domingo estão morrendo
de pena das pessoas focadas no quadro “Brasil dos Excluídos”.
Tenho certeza disto. Foram apresentadas as quatro cidades brasileiras
com os menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano).
Entretanto,
do meu ponto de vista, o que vimos senão a famosa “Lei
de Gerson” e o egoísmo das pessoas envolvidas, todas
preocupadas com seu quinhão d´água. Os prédios
das prefeituras novinhos e pessoas com condições de
colocar gasolina e comprar tomate ao preço apresentado. O
cara teve a desfaçatez de achar caro, porém é
seu negócio. Se o preço da faxina é R$ 40,00
mensais, concluo que tenha quem possa pagar.
Tenha certeza
também que nesta semana, estas cidades estarão cheias
de assessores de autoridades e das famosas “ONGs” e
do pessoal dos Direitos Humanos. Estarei enganado?
Sempre afirmo
que creio em um Deus Perfeito, portanto se o mundo foi criado por
esta perfeição divina, está inserido no contexto
que não existe injustiça na face da terra. Estou certo?
Então está tudo certo? As atitudes das pessoas estão
erradas, pois havendo união e colaboração,
haja vista que o caminhão chega uma vez por semana, não
seria menos desgastante para todos se fosse construída uma
caixa d´água comunitária?
Sim, porém
é muito mais fácil ficar deitado esperando pelos “bolsas”
do governo e fazendo filhos, pois até isto o governo patrocina.
O mesmo está
acontecendo em nossa cidade. Tenho lido que nosso Prefeito está
pedindo “pinico” em todas as secretarias estaduais e
federais e nadica de nada.
Fui Chefe de
Gabinete de uma cidade próxima da Capital. O Prefeito era
afilhado do Governador Covas e o Presidente era do PSDB, mesmo partido
do Prefeito. Fiquei 2 anos indo semanalmente ao Palácio dos
Bandeirantes e Brasília e no fim do mandato, todos os projetos
pendurados na parede do gabinete não passaram disto. É
a cidade mais pobre do Estado e todos os projetos de cunho social.
Fazendo um paralelo
com uma partida de futebol, o time tem que entrar em campo preparado,
senão terminará o primeiro. tempo perdendo de no mínimo
4 e aí será tarde para a recuperação.
Embora seja cedo para cobranças, existe uma preocupação
embutida nas notícias dos jornais, principalmente quando
já é voz corrente entre a população
que nossa cidade está sendo administrada pelo vice.
Não queiramos
tapar o sol com a peneira :os deputados que representam nossa cidade
são inexpressivos e o Sr. Mauro Bragatto tem que dividir
o que ganha com todos os municípios, pois sabe que somente
nossa cidade não o reelegerá. Precisamos aprender
a viver com as próprias pernas. Sr. Prefeito, a Santa Casa
local é parte integrante do patrimônio publico que
o Sr. administra.
paropo@guiavenceslau.com.br
ou paropo1@terra.com.br
22/fev/2009
PaRoPo |