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Esse tema eu poderia deixar de lado. Por quê? Não é
fácil para um pai ou mãe admitir que “mime”
demais seus filhos.
Poucos, pouquíssimos, verdadeiramente, seriam capazes de
aceitar, de reconhecer e de alterar seu posicionamento concernente
à criação e educação das crianças.
A mensagem tem sentido claro de que é algo que transparece
no meio social com freqüência, de forma desabonadora
e triste. Reconheço, porém, que seria arrogância
dizer que a imprensa quando resolve tocar no assunto age como dona
da verdade. Ninguém do jornalismo o é! Independente
disto, o fato é que uma breve reflexão sobre o assunto
pode nos remeter a pelo menos compreender o contexto e os motivos
porque estas coisas ocorrem. São palavras duras, mas sinceras
e de amor!
A grande maioria das mães não tem o costume de aceitar
que os filhos sejam por demais paparicados. Bajulados por elas!
Mesmo a correria ou a pressa em que vivemos, não impede que
alguns sejam carregados no colo além do normal, até
ficarem adultos. Um cordão umbilical que, em casos extremos,
chega até a Terceira Idade! Desde pequenos, são criados
numa redoma, em cujas decisões sempre são feitas com
extremo acompanhamento. Nunca é individual! Esses filhos
não têm autoridade – ou autonomia! -, nem para
escolher sozinhos a capa do caderno escolar, infelizmente.
Os relatos são impressionantes sobre o problema! Se a criança
for filha ou filho único então... Desde muito cedo,
o exagerado auxílio acaba mais por prejudicar do que auxiliar
na formação deste ser. E isso ainda não é
o pior! As poucas decisões que as crianças ou adolescentes
tomam sozinhos nem sempre se referem ao cumprimento de regras básicas.
Exemplo: o filho está estudando e resolve ir embora durante
as aulas por conta própria, em diversos dias da semana. Nem
vai direto prá casa, abusando de sua liberdade! Veja: ao
invés de ter a sua atenção chamada, simplesmente
a mãe e o pai acabam “passando a mão na cabeça
do indivíduo!”, perdoando-o. Aqui está o perigo!
O filho “repete o ano escolar” constantemente, fica
“velho” em alguma série que cursa e a família
acha normal...
Alguns marmanjos continuam vivendo como se estivessem num berço
precisando de mamadeira e chupeta para dormir. Por falar nisto,
ainda ouvi por estes dias uma coisa simples que não deixa
de ser da mesma forma, a-pa-vo-ran-te. Numa conversa informal, um
casal amigo confirmou que ainda dorme com as duas filhas. Seria
aceitável se uma não tivesse nove e a outra, onze
anos de idade. Os quatro na mesma cama! Notem que o casal não
aceitou esta avaliação como “mimo”. Permitam-me
relatar que aqui em casa, com quatro meses apenas, as crianças
já dormiam sozinhas, no próprio quarto. Não
sei se é o tempo ideal, porém, também não
está fora de um padrão mais digno de aceitação.
Amimar os filhos talvez não seja mal. A questão é
o cego excesso e o desregramento! Sejamos francos: tem muito adolescente
que não coça o próprio saco sozinho, esta é
a verdade. É um dependente nato! Um ou outro não quer
caminhar duas quadras a pé para ir à escola. Não
é fantástico isso? Ora, esses pequenos detalhes têm
prejudicado os jovens de maneira tão enfática e sutil
que poucos se dão conta. Muitos devem se lembrar disso que
vou relatar agora! Aqui, em Presidente Venceslau, atravessava-se
a cidade “na canela” para se estudar na Escola Álvaro
Coelho ou no Antonio Marinho. Hoje o adolescente faz o mesmo trajeto
dormindo dentro do carro e ainda reclama. Ah... Não! Tem
algo errado nisso... A família tem que despertar e cobrar
responsabilidades dos filhos. A vida requer sacrifícios!
Quem quer moleza senta em pudim! Do mesmo modo também, a
família deve ter responsabilidade na hora de ensinar os filhos
a dirigir. Antes dos dezoito anos, nunca! Isso é função
das auto-escolas. “Ah... Eu quero uma moto! Eu quero! Eu quero!”
São vários os relatos de filhos usando até
de chantagem em cima dos pais para que estes comprem uma motocicleta,
alguns até menores. Concorda?
Promessas, agrados, afagos, presentes, viagens, dinheiro... O que
aparenta ser bom pode ser um erro mortal dos pais. Aqui incluo também
os avôs! É triste ver uma avó levando “bolachadas”
de netos que querem grana para comprar drogas. Uma filmagem no noticiário
da TV flagrou uma idosa senhora sendo espancada por um neto. Perguntada
sobre o fato, ela disse “Não. Ele nunca me bateu. É
tudo mentira!”. Isso se chama: “mimo”. Nesta situação
tem gente que cria bandido em casa e não se dá conta.
Ou até busca o filho na cadeia achando que isso é
comum. Pode? Talvez essa seja a maior realidade que estamos vivendo
hoje! Como diriam os antigos, nem “as filhas mulheres”
tem escapado dos entorpecentes. Algumas são vítimas
também de ataques sexuais porque estão sempre em más
companhias. Somem de casa durante dias alegando que “estavam
na casa de uma amiga!”. Quando retornam, estão sujas
com roupas rasgadas e fétidas. Tornam-se um tormento para
a família!
Cada um deve ter uma solução própria para isto.
Porém, o mais acertado é ensinar desde cedo “o
caminho que a criança deve andar para não se desviar
dele.” Quer mimar seu filho? Leve-o a uma igreja! O melhor
afago que você pode dar... |