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Quem está no poder hoje no país definitivamente não
gosta do povo. Quer apenas o que resta no bolso da população!
Se perguntarem ao governo “se ele gosta de dinheiro”,
com certeza, responderá: adoro! E de imposto
e pedágio? Vichi! Rsrsrs... Desde que me conheço por
gente, nunca vi tamanha falta de respeito com o cidadão como
agora. Ultimamente a população tem ficado depressiva
e apreensiva. Como diriam os antigos: “num mato sem cachorro!”.
Por mais que se tente acertar nas eleições escolhendo
os melhores postulantes, sempre aparecem - não sei de onde
– alguns políticos pentelhos que não valem absolutamente
nada! Se bem que, na verdade, se olharmos direitinho, tanto o pedágio
quanto suas tarifas, já se tornaram casos de polícia.
Num momento como este, de penúria e crise profunda no mundo
e no Brasil – com demissões na indústria automobilística!
-, falar em reajuste de qualquer imposto ou tarifa é bater
de pau em mãe ou pai. Não se trata mais de indignação.
Como muitos outros cidadãos, o correto é afirmar que
estamos todos “enojados” com o que vemos.
Muito se fala por aí do leão do Imposto de Renda.
Hoje ele é quase um “bichano” se olharmos a gigantesca
maneira como o governo impõe outras taxas ao povo, deixando-o
na condição de escravo. Na essência, com seus
impostos e tarifas, o Estado se tornou um cruel devorador de homens.
E ainda vão me dizer que as tarifas nada têm a ver
com o governo. Que é uma concessão! Quem autorizou
tudo que está aí? Quem deu o bem público para
que estranhos tomassem conta? Na verdade, estes estranhos foram
contratados como “salvadores da pátria”, durante
o barulho que se formou para a privatização dos bens
públicos em favor do progresso. Não dele, o povo.
Tudo bem?! Acontece que agora estes grupos estão agindo da
mesma maneira, com a mesma filosofia: querem sempre reajustes, aumentos,
porém, em contrapartida para o benefício da população
o que se vê é muito pouco. Ou estou errado? Aqui o
imposto é só de ida...
Pelo volume de dinheiro arrecadado, a contrapartida em benefícios
denota ser ínfima. Desculpe-me a colocação,
mas tem uns bobos da corte por aí que argumentam: vai ao
Mato Grosso para ver como as estradas estão! Olha: cada contribuinte
deste país trabalha pelo menos cinco meses pagando impostos
anualmente para o governo. Entendo que é mais que suficiente!
O que é primordial é conter gastos desnecessários,
principalmente com o aumento de salário de políticos
que vivem do ócio e não saem da cacunda do povo. Ainda
há outro argumento de peso: nos Estados do Paraná
e Santa Catarina, as tarifas são bem mais baixas que as da
nossa região e as motocicletas não pagam em algumas
praças de cobrança. Exemplo: Em Correia Pinto, na
BR-116, km 235, a tarifa é de R$ 2,70 o carro de passeio.
Entre Curitiba e Mandirituba o preço é o mesmo.
Permitam-me ainda desviar um pouco do assunto para uma questão
peculiar. Tem outro imposto aí que está comendo mais
gente que os tigres indianos do início do século passado.
O tal do IPVA! Embora sua receita seja dividida com os municípios
para “utilização em serviços básicos
para a população”, sua aplicação
incorre num tremendo contra-senso, entre tantas constatações,
porque as ruas das cidades deveriam ser bem melhor conservadas.
Isso também é básico ou não? Agora,
preste atenção neste exemplo: quem comprou um veículo
semi-novo há um ou dois anos com financiamento em 36 ou 48
meses, hoje paga por um objeto que, em alguns casos, não
vale a metade do seu preço inicial. Embora muitos devam avaliar
bem suas ações, é correto também afirmar,
por outro lado, que deveria existir um coeficiente de desvalorização
para proteger o consumidor quando a queda nos preços do carro
ultrapassar determinada percentagem. Não seria mais justo?
Só para reforçar este pensamento: tem muita gente
por aí pagando R$ 18 mil por um veículo que hoje não
vale R$ 10 mil.
Voltando aos pedágios, aqui na região as tarifas são
espantosamente absurdas! Em um único sentido a R$ 4,6 já
é um horror! Mesmo com a sua diminuição, o
anúncio de cobrança nas duas direções,
sinceramente, virou caso de polícia. Quer ver: se você
mora em Presidente Epitácio e for até Presidente Prudente
pode ter mais gastos com as tarifas de pedágio do que com
combustível, cujos impostos ultrapassam mais de 50% em cada
litro. Não é de lascar! Não existem argumentos
sinceros para dizer que essa cobrança seja justa. Quem pagar
e resolver entrar na Justiça, e convencer algum juiz de que
isso não é justo, pode até ser indenizado.
Salvo outro juízo, ninguém pode pagar duas vezes pela
mesma coisa, não mesmo? Além do mais, no trecho entre
estes dois pontos, a qualidade da estrada também não
é a mesma. De Santo Anastácio para cá, a coisa
muda!
Há outra discrepância também que, mesmo sob
explicações, é difícil de entender.
Dentro do Estado de São Paulo os preços variam muito.
Exageros e “promoções”. Na nova praça
de pedágio da Rodovia Fernão Dias a tarifa é
R$ 1,10 para carros e R$ 2,20 para caminhões leves e ônibus.
As motos pagam R$ 0,55. A taxa máxima para caminhão
reboque é R$ 6,60. Embora a cobrança seja nos dois
sentidos, a diferença com a nossa região é
incomparável. É preciso repensar o que será
feito na Raposo Tavares.
Para refletir: não dá a impressão de que a
Rodovia Fernão Dias é uma estrada de terra?
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