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O homem pode comprar, na Terra, o pão e a vestimenta, o calçado
e o remédio, mas não compra a paz. O Dinheiro pode
dar a residência e o conforto, nela poderá haver de
tudo, com exceção da tranqüilidade de espírito.
Eis
porque nos recomenda Jesus que venhamos a dizer, antes de tudo,
ao entrarmos numa casa: “A paz esteja nesta casa” .
A lição exprime vigoroso apelo à tolerância
e ao entendimento, pois é preciso semear a paz , em primeiro
lugar, no próprio lar e seguir cultivando-a em todos os ambientes.
No limiar do ninho doméstico, devemos nos ungir de compreensão
e de paciência, a fim de que não penetremos o clima
dos nossos companheiros de jornada , à feição
de inimigo familiar.
Se alguém está fora do caminho desejável ou
se nos desgostam arranjos caseiros, mobilizemos a bondade e a cooperação
para que o mal se reduza. Antes da crítica, o auxílio.
Se problemas nos preocupam ou apontamentos nos humilham, calemos
os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.
Não é sábio dramatizar desencantos, queixando-nos
de ingratidões. Não esparramemos agruras buscando
culpados para nossas inquietações.
Recebamos a refeição por bênção
divina. Usemos portas e janelas, sem estrondos brutais. Nada justifica
mover objetos, de arranco, às vezes, até provocando
acidentes domésticos ou promovendo inconveniente gritaria.
Atendamos ao culto da gentileza que nos gera paz e harmonia no meio
familiar.
Há quem diga que o lar é o ponto do desabafo, o lugar
em que a pessoa se desoprime, onde teria liberdade para manifestar
todos os desejos e sentimentos.
Sim,
o lar deve ser sinônimo de liberdade; entretanto, isso não
é razão para que ele se torne um praça onde
a criatura se animalize. Louvemos a liberdade, sim, mas a liberdade
de melhorar, auxiliar, elevar e construir a paz. Pacifiquemos nossa
área individual para que a área dos outros se pacifique.
Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não
esquecer que a paz do mundo parte de nós.
Fonte:
Emannuel |